Natação

 

A natação compõem o programa paralímpico desde a primeira edição dos Jogos, em Roma-1960, e é uma das modalidades com maior número de participantes. No início, apenas atletas com lesões modulares podiam participar da modalidade e, com o passar dos tempos, o esporte foi se estendendo para outras categorias de deficiência (física, visual e intelectual).

Baseadas nas normas da Federação Internacional de Natação (FINA), poucas são as regras adaptadas para os deficientes visuais:

  • Os atletas são divididos por categorias de classificação oftalmológica (B1, B2 e B3) e cada classificação disputa entre si;
  • É permitido o uso do tapper nas categorias B2 e B3 – bastão com uma bola de tênis na ponta que serve para tocar as costas do atleta e avisá-lo sobre o momento de chegada e/ou virada;
  • Nadadores B1 têm uso obrigatório de óculos opacos para assegurar a igualdade de condições na prova;

Todas as competições da natação, exclusivas para deficientes visuais, são organizadas pela Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC). A cada ano a modalidade cresce e denota ao Brasil destaque internacional. A primeira participação brasileira nos Jogos Paralímpicos ocorreu em Atlanta-1996, nos Estados Unidos, onde Fabiana Harumi Sugimori sagrou-se campeã nos 50m livres (B1), feito repetido em 2004 nas Paralimpíadas de Atenas.

 

Classificação Oftalmológica

B – Blind
B1: CEGO TOTAL – nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos ou percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer formatos a qualquer distância ou direção;
B2: PERCEPÇÃO DE VULTOS – deficiente visual com baixa visão (AV 2/60 ou CV inferior a 5º);
B3: DEFINIÇÃO DE IMAGENS – deficiente visual com baixa visão (AV entre 2/60 e 6/60 ou CV entre 5º e 20º);

 

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