Judô

 

Praticado desde a década de 70, o judô é a única arte marcial que compõem o programa paralímpico para atletas cegos. A modalidade estreou nos Jogos Paralímpicos em Seul-1988 no masculino e em Atenas-2004 no feminino. As categorias são subdividas por peso e os atletas são classificados de acordo com o grau de deficiência. Ainda assim, judocas de diferentes classes podem competir juntos.

O sistema de pontuação é igual ao olímpico e sua prática pode ser feita entre atletas cegos e não cegos. No mais, poucos são os aspectos que diferem o judô paralímpico da prática convencional:

  • Os atletas iniciam a luta com a pegada feita;
  • A luta é interrompida toda vez que os oponentes perdem o contato;
  • Não há punição para quem sai da área de combate;
  • Judocas das três categorias oftalmológicas lutam entre si;
  • O atleta B1 é identificado com um círculo vermelho em cada ombro do quimono;

O Brasil tem grande força na modalidade: logo na estreia, em Seul-1988, o Brasil alcançou três medalhas de bronze com Jaime de Oliveira (até 60kg), Júlio Silva (até 65kg) e Leonel Cunha (acima de 95kg). O primeiro ouro brasileiro veio em Atlanta-1996 com Antonio Tenório na categoria até 86kg. O judoca repetiu o feito em Sidney-2000 (até 90kg), Atenas-2004 (até 100kg) e Pequim-2008 (100kg); em Londres-2012 ele ficou com o bronze.

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Classificação Oftalmológica

B – Blind
B1: CEGO TOTAL – nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos ou percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer formatos a qualquer distância ou direção;
B2: PERCEPÇÃO DE VULTOS – deficiente visual com baixa visão (AV 2/60 ou CV inferior a 5º);
B3: DEFINIÇÃO DE IMAGENS – deficiente visual com baixa visão (AV entre 2/60 e 6/60 ou CV entre 5º e 20º);

 

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