Goalball

 

Ao contrário de outras modalidades que foram adaptadas para a prática de deficientes visuais, o goalball foi criado especificamente para este público. Em 1946, o austríaco Hanz Lorezen e o alemão Sepp Reindle criaram um novo esporte, direcionado aos veteranos que haviam perdido a visão na Segunda Guerra Mundial. Trinta anos depois, o esporte foi disputado nos Jogos Paralímpicos de Toronto em caráter de exibição; só em 1980, durante os Jogos de Arnhem, na Holanda, é que o goalball passou a fazer parte do programa competitivo; a participação feminina foi admitida na edição seguinte, em 1984. No Brasil, o goalball começou a ser praticado em 1985; dez anos depois, a Seleção Brasileira de Goalball conquistou a medalha de prata nos Jogos Parapan-Americanos de Buenos Aires, na Argentina.

No geral, são disputados dois tempos de 10 minutos, em quadra medindo 9m X 18m. Cada equipe é formada por três atletas titulares e três reservas que, ao mesmo tempo, desempenham funções de defesa e ataque. Na modalidade, a bola também possui um guizo para orientação dos atletas, que jogam vendados para não beneficiar àqueles que tenham percepção luminosa.

 

Regras:

  • O goalball é praticado por homens e mulheres com deficiência visual;
  • Os atletas jogam com vendas nos olhos para assegurar  a igualdade de condições;
  • Os jogadores são classificados conforme o grau da deficiência;
  • A quadra mede 9m de largura por 18m de comprimento;
  • Os gols medem 9m de largura por 1,2m de altura;
  • A bola mede 76cm de diâmetro e pesa 1,25kg;
  • Os arremessos devem ser rasteiros;
  • Atletas das classes B1, B2 e B3 competem juntos;

 

Classificação Oftalmológica

B – Blind
B1: CEGO TOTAL – nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos ou percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer formatos a qualquer distância ou direção;
B2: PERCEPÇÃO DE VULTOS – deficiente visual com baixa visão (AV 2/60 ou CV inferior a 5º);
B3: DEFINIÇÃO DE IMAGENS – deficiente visual com baixa visão (AV entre 2/60 e 6/60 ou CV entre 5º e 20º);

 

Curiosidade:

Para não interferir na percepção dos atletas, o público não pode fazer barulho durante os jogos. Sendo assim, o silêncio nas arquibancadas é primordial.

 

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