Atletismo

 

O atletismo é, atualmente, o esporte mais praticado no mundo. Adotada por mais de 70 países filiados à Federação Internacional de Desportos para Cegos (IBSA), a modalidade combina um conjunto de atividades – corrida, saltos e arremessos – com provas que podem ser praticadas em locais fechados, abertos e/ou vias públicas. Originado na Grécia Antiga, o atletismo faz parte do programa dos Jogos Paraolímpicos desde a primeira edição, em Roma-1960. As principais modalidades do atletismo são: corrida de pista (meio fundo, fundo e maratona), corrida com obstáculo (100m, 110m , 400m e 3000m), revezamento, salto (distância e com vara), arremessos e lançamentos, decatlo e heptatlo.

O atletismo paralímpico é praticado por atletas com deficiência física ou visual, em provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos – tanto no feminino quanto no masculino. Para tanto, os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência, constatado pela classificação funcional. Nas corridas, são admitidos atletas-guia para acompanhamento dos atletas com deficiência visual; entre os deficientes físicos, é permitido uso de próteses e cadeiras de rodas.

A gama de provas do atletismo para deficientes visuais segue as regras oficiais da Federação Internacional de Atletismo (I.A.A.F.). Para estes atletas, não há provas de salto com vara, lançamento do martelo, corridas com barreira e obstáculos. As provas também são divididas por grau de deficiência visual, com as regras do atletismo regular para os atletas B3 e regras adaptadas para os atletas B1 e B2, para os quais é permitido o uso de sinais sonoros e de um guia, que corre junto com o competidor para orientá-lo. Ligados por uma corda presa às mãos, o atleta deve estar sempre à frente do guia, que não pode puxá-lo, sob pena de desclassificação.

Hoje a modalidade é destaque nacional e internacional. No Brasil, a Confederação Brasileira de Desportos para Cegos (CBDC) realiza competições nacionais de atletismo desde a sua institucionalização, em 1984, concentrando grande número de atletas praticantes no país. Os excelentes resultados em eventos realizados fora do país, assim como em competições nacionais, credenciam o atletismo como o esporte de maior ascensão no cenário paraolímpico brasileiro. A velocista brasileira Anelise Hermany (B2) foi a primeira medalhista paraolímpica entre os deficientes visuais; por aqui, Ádria Santos tornou-se a maior medalhista cega da história paraolímpica brasileira com 12 medalhas.

 

Classificação Oftalmológica

B – Blind
B1: CEGO TOTAL – nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos ou percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer formatos a qualquer distância ou direção;
B2: PERCEPÇÃO DE VULTOS – deficiente visual com baixa visão (AV 2/60 ou CV inferior a 5º);
B3: DEFINIÇÃO DE IMAGENS – deficiente visual com baixa visão (AV entre 2/60 e 6/60 ou CV entre 5º e 20º);

 

Curiosidade
O atleta-guia passou a poder subir no pódio e receber medalha somente a partir dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, em 2011.

 

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